Abril é o Mês de Consciencialização do Cancro Oral, um dos tumores mais frequentes em Portugal e que continua a apresentar uma elevada taxa de mortalidade, sobretudo devido ao diagnóstico tardio.



Em Portugal, estima-se que hajam cerca de 1600 novos casos anualmente, correspondendo a aproximadamente 15 caso por 100.000 habitantes, sendo este mais prevalente no sexo masculino. O nosso país apresenta, atualmente, uma das taxas mais elevadas da Europa, reforçando a necessidade de maior vigilância e de diagnóstico precoce.
A maioria dos tumores orais tem origem na mucosa e está frequentemente associado a fatores de risco como consumo de tabaco, ingestão excessiva de álcool, infeção por HPV, exposição solar excessiva (particularmente no lábio), entre outros.
Alguns dos sinais de alerta a ter em consideração são úlceras ou feridas que não cicatrizam em mais de 2-3 semanas, manchas brancas (leucoplasia) ou vermelhas (eritroplasia), dor persistente ou sensação estranha no corpo, dificuldade em mastigar, engolir ou falar e nódulos ou aumento de volume na cavidade oral ou pescoço.
O diagnóstico baseia-se na realização de biópsias e na avaliação por Anatomia Patológica, permitindo a confirmação da malignidade, caracterização histológica e definição de fatores prognósticos essenciais para a orientação terapêutica.
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